quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Clubes procuram os jogadores locais.

Clubes optam por soluções caseiras para 2018
Bastidores

28.12.2017 - 11:58 - Amazonas
Foto: Antônio Assis/FAF
O ano de 2018 se aproxima e com ele a expectativa sobre o cenário do futebol amazonense. Com pouco dinheiro e já com a certeza de que por mais um ano o poder público não investirá no futebol, os clubes tem se virado, e recorreram basicamente à mesma fórmula para economizar: técnicos e jogadores que conhecem bem o cenário amazonense.

De todos, talvez o clube que representa melhor o período de "vacas magras" seja o Nacional. Após acostumar seu torcedor a ver elencos estelares com atletas vindos de todo o Brasil, os nomes apresentados até o momento são bem conhecidos pelos nacionalinos, como o meia Delciney, o goleiro Marcelo Valverde, o zagueiro Bianor, o lateral Rodrigo Ítalo e o atacante Jack Chan.

Trazido este ano quase como um popstar, o técnico Arthur Bernardes também continua, evidenciando o efeito de continuidade que se estendeu pela diretoria. Carlos Souza, ex-diretor de futebol, agora é gerente, enquanto o carro-chefe do Leão está nas mãos de Maurílio Aguiar, que substitui José Reis.

No Fast, a opção foi por Paulo Morgado, técnico que está há quase sete anos trabalhando em Manaus, e que já passou por diversos clubes, inclusive o Fast em quatro oportunidades, foi o escolhido para capitanear um time que já conta com o goleiro Labilá, querido pela torcida, e um pacotão ex-Penarol.

A única incógnita do momento é o CDC, que ainda não revelou muito sobre seu futuro, agora na Série A. Mas sem João Carlos Cavalo, que só treinou o Bacurau por conta do projeto do diretor Mozart Carlos, que também já deixou o clube, a tendência é que a solução seja caseira a ponto de estar dentro dos limites de Manicoré.

O único que destoa dos demais, mas nem tanto, é o Manaus, atual campeão. Com patrocinadores atraídos pela projeção nacional que o time terá em 2017, o clube já aguarda pelos R$ 500 mil de cota de participação na Copa do Brasil, com objetivo e conseguir mais, avançando na competição. Por mais que o clube tenha buscado um treinador com o qual o torcedor não se identifique tanto, é preciso lembrar que Wladimir Araújo já trabalhou em Manaus, no Nacional, quando Luís Mitoso era presidente e Giovanni Silva diretor do Nacional. Hoje a dupla ocupa os cargos de presidente de honra e presidente do Manaus, respectivamente. Além disso, a ex-presidente Patrícia Serudo e o diretor de futebol, Frank Bernardo, estão de volta, encorpando a diretoria com nomes que conhecem bem a realidade do clube.

Outro ponto interessante no Gavião foi utilizar os investimentos que vieram e já comprometer os que virão com a montagem de uma verdadeira base do time que foi campeão este ano. Com todos os titulares mantidos, o clube foi atrás de reforços e construiu um elenco com quase 30 jogadores, se preparando para dureza que será a próxima temporada.

Se é durante a crise que a criatividade fica aguçada, resta esperar que os clubes do Amazonas estejam inspirados em 2018 e consigam extrair uma deliciosa e refrescante limonada dos limões que até agora, o mercado lhe ofereceu.
Fonte: Globoesporte.com

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